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A escassez global de profissionais de segurança cibernética está sendo explorada por agentes de espionagem, hackers e outros criminosos que se disfarçam de candidatos a emprego para se infiltrar em empresas e roubar informações valiosas.

Lili Infante, CEO da startup de recuperação de ativos criptográficos CAT Labs, revelou ter descartado mais de 50 candidatos que, na verdade, eram espiões norte-coreanos. Essa prática, facilitada por ferramentas de IA como o ChatGPT, torna ainda mais desafiador para os líderes de segurança identificar esses impostores.

Em uma conferência recente do Wall Street Journal, Infante alertou que esses espiões, se contratados, poderiam roubar propriedade intelectual e dados confidenciais. O setor de segurança global enfrenta um déficit de até quatro milhões de profissionais, um aumento de 12,6% em relação a 2022, segundo o ISC².

O Departamento de Justiça dos EUA alertou que mais de 300 empresas americanas contrataram, sem saber, cidadãos estrangeiros com ligações à Coreia do Norte para trabalhar remotamente em TI. Além de espiões, as equipes de recrutamento também lidam com candidatos que exageram suas qualificações.

Chatbots como o ChatGPT podem auxiliar candidatos a criar currículos e cartas de apresentação perfeitas. Deepfakes, vídeos ou áudios falsos gerados por IA, já foram utilizados por criminosos para se passar por pessoas reais em chamadas de vídeo e voz, levando a violações cibernéticas e ataques sofisticados de phishing.

Combater essa ameaça exige um esforço conjunto:

A segurança cibernética é crucial para proteger empresas e governos. Combater essa nova onda de ataques exige vigilância, ferramentas adequadas e colaboração entre todos os envolvidos.